- Relator(a)
- Ministro Og Fernandes
- Órgão julgador
- Sexta Turma
- Data do julgamento
- 17/02/2011
- Data de publicação
- 07/12/2011
STJ – Acórdão, Rel. Ministro Og Fernandes, Sexta Turma, j. 17/02/2011, p. 07/12/2011
HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. DEDICAÇÃO A ATIVIDADES CRIMINOSAS. NÃO APLICAÇÃO DA CAUSA DE DIMINUIÇÃO PREVISTA NO ART. 33, § 4º, DA LEI Nº 11.343/06. CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO EVIDENCIADO. 1. Segundo o § 4º do art. 33 da Lei nº 11.343/06, nos crimes de tráfico ilícito de entorpecentes, as penas poderão ser reduzidas de 1/6 (um sexto) a 2/3 (dois terços), desde que o agente seja primário, de bons antecedentes e não se dedique a atividades criminosas nem integre organização criminosa. 2. No caso, as instâncias ordinárias deixaram de aplicar a mencionada minorante em virtude do não preenchimento de requisito nela previsto, asseverando a dedicação exclusiva da paciente ao tráfico de drogas, visto que, além de ser responsável pela distribuição de entorpecentes ao consumidor final, é pessoa de confiança da chefia da organização criminosa. 3. Ademais, reconhecida a dedicação a atividades criminosas, qualquer conclusão diversa necessitaria de incursão no conjunto fático-probatório, providência esta incompatível com a via estreita do writ. Precedentes do STJ. 4. Embora a pena corporal não alcance 8 (oito) anos de reclusão, as peculiaridades da causa autorizam a manutenção do regime prisional fechado. Isso porque, concluiu o Tribunal a quo ser a paciente responsável pela distribuição de drogas ao destinatário final (consumidor), além de pessoa de confiança da liderança criminosa, com habitualidade no tráfico de entorpecentes, circunstâncias estas que evidenciam a necessidade de maior rigor no apenamento. 5. Diante das mesmas balizas, não se apresenta recomendável a substituição da sanção privativa de liberdade por restritivas de direitos. 6. Ordem denegada. (HC n. 164.318/SP, relator Ministro Og Fernandes, Sexta Turma, julgado em 17/2/2011, DJe de 7/12/2011.)
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