- Relator(a)
- Ministra Maria Thereza de Assis Moura
- Órgão julgador
- Sexta Turma
- Data do julgamento
- 21/03/2013
- Data de publicação
- 02/04/2013
STJ – Acórdão, Rel. Ministra Maria Thereza de Assis Moura, Sexta Turma, j. 21/03/2013, p. 02/04/2013
HABEAS CORPUS. ART. 218 DO CÓDIGO PENAL. IMPETRAÇÃO SUBSTITUTIVA DE RECURSO ESPECIAL. IMPROPRIEDADE DA VIA ELEITA. CONDENAÇÃO. PENA-BASE. FUNDAMENTAÇÃO. SUBSTITUIÇÃO POR PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. SUBSTITUIÇÃO POR OUTRA MEDIDA. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. NÃO CONHECIMENTO. 1. É imperiosa a necessidade de racionalização do emprego do habeas corpus, em prestígio ao âmbito de cognição da garantia constitucional, e, em louvor à lógica do sistema recursal. In casu, foi impetrada indevidamente a ordem como substitutiva de recurso especial. 2. Não há ilegalidade a ser reconhecida se a pena-base do paciente foi fixada acima do mínimo legal em razão das desfavoráveis circunstâncias judiciais. Foram ressaltadas concretamente as circunstâncias do delito, cometido pessoalmente e por telefone, contra várias vítimas e em diversas datas e ocasiões. Destacou-se, ainda, a condição de funcionário público do paciente, que torna a conduta mais reprovável. 3. Hipótese em que o Tribunal de origem deu provimento ao recurso defensivo e aplicou ao paciente medida de prestação de serviços à comunidade, com a qual conformou-se a Defesa. Não se admite que, passados vários meses, a Defesa requeira diretamente a esta Corte, em sede de habeas corpus, a substituição da medida imposta por outra mais branda. 4. Writ não conhecido. (HC n. 191.433/SP, relatora Ministra Maria Thereza de Assis Moura, Sexta Turma, julgado em 21/3/2013, DJe de 2/4/2013.)
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