- Relator(a)
- Ayres Britto
- Órgão julgador
- Segunda Turma
- Data do julgamento
- 31/05/2011
- Data de publicação
- 04/10/2011
STF – HC 98.184, Rel. Ayres Britto, Segunda Turma, j. 31/05/2011, p. 04/10/2011
EMENTA: HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. DILIGÊNCIA DE INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA DEFERIDA PELO JUÍZO PROCESSANTE. DOCUMENTAÇÃO QUE EVIDENCIA A NECESSIDADE E IMPRESCINDIBILIDADE DA MEDIDA. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE CITAÇÃO PESSOAL DO PACIENTE. CITAÇÃO PESSOAL DEVIDAMENTE REALIZADA E CERTIFICADA NOS AUTOS DA AÇÃO PENAL. ORDEM DENEGADA. 1. O uso da interceptação telefônica para a produção de provas está condicionado à pertinência e à necessidade da diligência. Diligência a ser motivadamente autorizada por Juízo competente e delimitada temporalmente. 2. A citação pessoal é direito de todo acusado. Direito que materializa a garantia constitucional da ampla defesa, notadamente porque a notícia da formalização de uma acusação criminal é, lógico, o ponto de partida de qualquer possibilidade de defesa. 3. No caso, os autos revelam que o paciente foi pessoalmente citado e interrogado na presença de profissional da advocacia. 4. Ordem denegada. (HC 98184, Relator(a): AYRES BRITTO, Segunda Turma, julgado em 31-05-2011, DJe-190 DIVULG 03-10-2011 PUBLIC 04-10-2011 EMENT VOL-02600-01 PP-00043)
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