JurisprudênciaIA

Superior Tribunal de Justiça

Acórdão

Relator(a)
Ministro Antonio Saldanha Palheiro
Órgão julgador
Sexta Turma
Data do julgamento
22/09/2020
Data de publicação
29/09/2020

STJ – Acórdão, Rel. Ministro Antonio Saldanha Palheiro, Sexta Turma, j. 22/09/2020, p. 29/09/2020

Ementa

PROCESSO PENAL. HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. PRISÃO PREVENTIVA. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. GRAVIDADE CONCRETA. QUANTIDADE DE DROGA APREENDIDA. ENVOLVIMENTO DE ADOLESCENTES. MEDIDAS CAUTELARES DIVERSAS. IMPOSSIBILIDADE. PANDEMIA DE COVID-19. AGENTE QUE NÃO INTEGRA O GRUPO DE RISCO. DENEGADO. 1. A validade da segregação cautelar está condicionada à observância, em decisão devidamente fundamentada, aos requisitos insertos no art. 312 do Código de Processo Penal, revelando-se indispensável a demonstração de em que consiste o periculum libertatis. 2. No caso, a prisão preventiva está justificada pois, segundo a decisão que a impôs, o paciente foi flagrado, na companhia de dois adolescentes, com elevada quantidade de substância entorpecente (61 porções de cocaína com peso líquido de 357g). Dessarte, evidenciada a sua periculosidade e a necessidade da segregação como forma de acautelar a ordem pública. 3. Mostra-se indevida a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão, quando a segregação encontra-se fundada na gravidade efetiva do delito, indicando que as providências menos gravosas seriam insuficientes para acautelar a ordem pública e evitar a prática de novos crimes. 4. Relativamente ao risco de contaminação por Covid-19 em decorrência do encarceramento, consta do acórdão tratar-se de "jovem, 21 anos de idade (fls. 30 e 50), no questionário modelo do CNJ negou doenças ou comorbidades". Do mesmo modo, o magistrado primevo consignou que a "imprescindível demonstração inequívoca de que o autuado se encontre no grupo de vulneráveis, com impossibilidade de receber tratamento no estabelecimento prisional, [estão] ausentes na hipótese, observando que não há registros de casos nos estabelecimentos prisionais da região". 5. Ordem denegada. (HC n. 591.140/SP, relator Ministro Antonio Saldanha Palheiro, Sexta Turma, julgado em 22/9/2020, DJe de 29/9/2020.)
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