- Relator(a)
- Ministro Reynaldo Soares da Fonseca
- Órgão julgador
- Quinta Turma
- Data do julgamento
- 03/02/2026
- Data de publicação
- 10/02/2026
STJ – Acórdão, Rel. Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, j. 03/02/2026, p. 10/02/2026
PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. BUSCA PESSOAL E VEICULAR. MATÉRIA JÁ EXAMINADA EM WRIT ANTERIOR. IMPOSSIBILIDADE DE NOVO EXAME. TRÁFICO PRIVILEGIADO AFASTADO. QUANTIDADE E MODUS OPERANDI. FUNDAMENTAÇÃO CONCRETA DAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. REVOLVIMENTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INVIABILIDADE. REGIME FECHADO. EXASPERAÇÃO DA PENA-BASE PELA QUANTIDADE E NATUREZA DA DROGA. FUNDAMENTO IDÔNEO. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. 1. A alegação de ilicitude das provas, por suposta ausência de fundadas razões para a busca pessoal e veicular, já foi examinada por esta Corte em habeas corpus anterior (HC n. 1.008.714), no qual se concluiu pela existência de justa causa diante de informações específicas, identificação do veículo e campana no local do descarregamento, o que impede novo exame da matéria em mera reiteração de pedido. 2. A negativa da causa de diminuição do § 4º do art. 33 da Lei n. 11.343/2006 foi lastreada em elementos concretos (vultosa quantidade de cocaína e ocultação mediante soldagem em cofre metálico no tanque do caminhão), não sendo possível, na via estreita do habeas corpus, rever premissas fático-probatórias. 3. Mantém-se o regime inicial fechado quando a exasperação da pena-base e a quantidade e natureza da droga apreendida constituem fundamentos concretos suficientes, nos termos do art. 33, § 3º, do Código Penal e do art. 42 da Lei n. 11.343/2006. 4. Agravo regimental não provido. (AgRg no HC n. 1.059.546/SP, relator Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, julgado em 3/2/2026, DJEN de 10/2/2026.)
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