- Relator(a)
- Ministro João Otávio de Noronha
- Órgão julgador
- Quarta Turma
- Data do julgamento
- 04/05/2026
- Data de publicação
- 07/05/2026
STJ – Acórdão, Rel. Ministro João Otávio de Noronha, Quarta Turma, j. 04/05/2026, p. 07/05/2026
DIREITO PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO INTERNO. OMISSÃO E CONTRADIÇÃO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. I. CASO EM EXAME 1. Embargos de declaração opostos a acórdão que negou provimento ao agravo interno, em razão da inexistência de ofensa ao art. 1.022, II, do CPC, da incidência da Súmula n. 7 do STJ, da falta de demonstração de similitude fática para o dissídio, da ausência de impugnação específica e da aplicação da Súmula n. 284 do STF. II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO 2. Há três questões em discussão: (i) saber se houve negativa de prestação jurisdicional por omissão quanto à correta aplicação do princípio da unirrecorribilidade e da preclusão consumativa, com prevalência da data de protocolo dos recursos em detrimento da conclusão ao relator; (ii) saber se a Súmula n. 284 do STF não incide por haver impugnação específica dos fundamentos do acórdão recorrido; e (iii) saber se é viável o conhecimento do dissídio pela alínea c do art. 1.029 do CPC, com os paradigmas indicados. III. RAZÕES DE DECIDIR 3. Os embargos de declaração destinam-se a esclarecer obscuridade, eliminar contradição, suprir omissão ou corrigir erro material existentes no julgado. 4. Não há omissão, pois o acórdão embargado enfrentou os pontos essenciais com fundamentação suficiente, afastando a negativa de prestação jurisdicional e a violação ao art. 1.022, II, do CPC. 5. Não há contradição, porque a unirrecorribilidade e a preclusão consumativa foram reconhecidas com base na conclusão ao relator, em coerência lógica com o resultado. 6. Não há omissão quanto ao afastamento da Súmula n. 284 do STF e ao conhecimento do dissídio pela alínea c, haja vista a deficiência das razões do recurso especial, que não impugnaram o fundamento decisório específico. IV. DISPOSITIVO E TESE 7. Embargos de declaração rejeitados. Tese de julgamento: "1. Não cabem embargos de declaração quando o acórdão embargado analisa devidamente a tese de negativa de prestação jurisdicional, com fundamentação suficiente. 2. Inexiste contradição quando a decisão reconhece a unirrecorribilidade e a preclusão consumativa à luz da conclusão ao relator, de forma coerente com o dispositivo. 3. Não há omissão quanto ao afastamento da Súmula n. 284 do STF e ao conhecimento do dissídio pela alínea c quando as razões do recurso especial não enfrentam especificamente o fundamento do acórdão recorrido." Dispositivos relevantes citados: CPC, arts. 507, 1.022, II, 1.026, § 2º e 1.029. Jurisprudência relevante citada: STF, Súmula n. 284; STJ, Súmula n. 7; STJ, AgInt no AREsp n. 1.904.140/SP, relator Ministro Marco Buzzi, Quarta Turma, julgado em 14/3/2022; STJ, AgInt no REsp n. 1.503.880/PE, relator Ministro Marco Buzzi, Quarta Turma, julgado em 15/12/2020. (EDcl no AgInt no AREsp n. 2.414.023/SP, relator Ministro João Otávio de Noronha, Quarta Turma, julgado em 4/5/2026, DJEN de 7/5/2026.)
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