- Relator(a)
- MARIA MARLUCE CALDAS
- Órgão julgador
- T5 - QUINTA TURMA
- Data do julgamento
- 03/06/2026
- Data de publicação
- 10/06/2026
STJ – Acórdão, Rel. MARIA MARLUCE CALDAS, T5 - QUINTA TURMA, j. 03/06/2026, p. 10/06/2026
AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. HOMICÍDIO QUALIFICADO. TRIBUNAL DO JÚRI. ANULAÇÃO DO PROCESSO DESDE A PRONÚNCIA. DECISÃO MONOCRÁTICA QUE RECONHECEU AUSÊNCIA DE INDÍCIOS SUFICIENTES DE AUTORIA. FUNDAMENTAÇÃO EXCLUSIVA EM ELEMENTOS INQUISITORIAIS E TESTEMUNHOS INDIRETOS. ART. 155 DO CPP. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO À SOBERANIA DOS VEREDICTOS. NÃO OCORRÊNCIA. CONTROLE DE LEGALIDADE DA BASE PROBATÓRIA. INEXISTÊNCIA DE REEXAME FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA 7/STJ INAPLICÁVEL. AGRAVO DESPROVIDO.1. A decisão de pronúncia, ainda que constitua juízo de admissibilidade da acusação, exige indícios suficientes de autoria juridicamente idôneos, não podendo fundar-se exclusivamente em elementos colhidos na fase inquisitorial, à luz do art. 155 do CPP.2. O testemunho indireto ("ouvir dizer"), desacompanhado de corroboração judicial, não se revela suficiente, por si só, para sustentar a submissão do acusado ao Tribunal do Júri.3. O princípio do in dubio pro societate não autoriza suprir lacunas probatórias nem legitima a mitigação das garantias do contraditório e do devido processo legal.4. A soberania dos veredictos (art. 5º, XXXVIII, CF) não possui caráter absoluto e não convalida vício estrutural antecedente consistente na ausência de justa causa válida para a pronúncia.5. O reconhecimento da ilegalidade da base probatória configura controle de legalidade, não implicando revolvimento do conjunto fático-probatório, razão pela qual não incide a Súmula 7/STJ.6. Agravo regimental desprovido. (AgRg no AgRg no HC n. 770.163/MG, relator Ministra MARIA MARLUCE CALDAS, Quinta Turma, julgado em 3/6/2026, DJEN de 10/6/2026.)
Consultar o inteiro teor no site do STJ ↗Pesquise jurisprudência como esta
Busque em dezenas de tribunais brasileiros, com busca inteligente por IA e comparação de precedentes.