- Relator(a)
- Ministro Humberto Martins
- Órgão julgador
- Terceira Turma
- Data do julgamento
- 02/03/2026
- Data de publicação
- 05/03/2026
STJ – Acórdão, Rel. Ministro Humberto Martins, Terceira Turma, j. 02/03/2026, p. 05/03/2026
CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AÇÃO DECLARATÓRIA DE NULIDADE DE NEGÓCIO JURÍDICO. COMPRA E VENDA DE VEÍCULO AUTOMOTOR. SIMULAÇÃO DO NEGÓCIO JURÍDICO. NULIDADE DOS ATOS. PRETENSÃO DE REVALORAÇÃO PARA AFASTAR A SIMULAÇÃO. ALEGAÇÃO DE PAGAMENTO PRESUMIDO. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA N. 7/STJ. ALEGAÇÃO DE TRADIÇÃO DO BEM. INSUFICIENTE PARA COMPROVAÇÃO DE VALIDADE DO NEGÓCIO JURÍDICO. DISTRIBUIÇÃO DO ÔNUS DA PROVA. REEXAME DE FATOS E PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. SUMULA N. 7/STJ. 1. O acórdão estadual reconheceu a existência de negócio jurídico simulado impondo a nulidade e o retorno ao status quo ante. 2. Para alterar a conclusão de simulação, seria necessário reexaminar o conjunto probatório, vedado pela Súmula n. 7/STJ. 3. A presunção relativa de pagamento pela apresentação de recibo de quitação foi superada pelas demais provas reconhecidas pelo Tribunal de origem. Analisar essa decisão implica no reexame do conjunto probatório, incidindo o óbice da súmula n. 7/STJ. 4. A tradição do veículo não impede o reconhecimento da simulação. 5. A análise do ônus da distribuição probatória demanda o reexame de fatos e provas, o que é vedado, em recurso especial, pela Súmula n. 7 do STJ. Agravo interno improvido. (AgInt no AREsp n. 2.703.794/SP, relator Ministro Humberto Martins, Terceira Turma, julgado em 2/3/2026, DJEN de 5/3/2026.)
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