JurisprudênciaIA

Superior Tribunal de Justiça

Acórdão

Relator(a)
Ministra Laurita Vaz
Órgão julgador
Quinta Turma
Data do julgamento
10/06/2014
Data de publicação
24/06/2014

STJ – Acórdão, Rel. Ministra Laurita Vaz, Quinta Turma, j. 10/06/2014, p. 24/06/2014

Ementa

AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ESPECIAL. EXECUÇÃO PENAL. PROGRESSÃO DE REGIME CONCEDIDA PELO JUÍZO DAS EXECUÇÕES PENAIS. REVOGAÇÃO POR PARTE DA CORTE DE ORIGEM, SENDO DETERMINADA A ELABORAÇÃO DE EXAME CRIMINOLÓGICO. GRAVIDADE DO CRIME E LONGA PENA A CUMPRIR. MOTIVAÇÃO INIDÔNEA. JURISPRUDÊNCIA PACÍFICA DESTA CORTE SUPERIOR. FLAGRANTE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. Consoante a jurisprudência deste Tribunal, embora a nova redação do artigo 112 da Lei n.º 7.210/84 não mais exija, de plano, a realização de exame criminológico, cabe ao magistrado verificar o atendimento dos requisitos subjetivos à luz do caso concreto, podendo, por isso, determinar a realização da perícia, se entender necessário, ou mesmo negar o benefício, desde que o faça fundamentadamente, quando as peculiaridades da causa assim o recomendarem, em observância ao princípio da individualização da pena, previsto no art. 5.º, inciso XLVI, da Constituição da República. 2. Na hipótese, o Juízo monocrático considerou estar presente o requisito subjetivo para a concessão da progressão de regime. O Tribunal a quo, por sua vez, cassou o benefício concedido, sem, contudo, declinar elementos concretos, ocorridos durante a execução da pena, que apontassem o demérito do Agravado. Frise-se que a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça é firme no sentido de que a gravidade do delito e a longa pena a cumprir não são argumentos idôneos, por si sós, para determinar a realização do exame criminológico. 3. Não havendo no recurso argumentos capazes de alterar o entendimento anteriormente firmado, deve a decisão agravada ser mantida pelos seus próprios fundamentos. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. (AgRg no HC n. 291.234/SP, relatora Ministra Laurita Vaz, Quinta Turma, julgado em 10/6/2014, DJe de 24/6/2014.)
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