JurisprudênciaIA

Superior Tribunal de Justiça

Acórdão

Relator(a)
Ministra Laurita Vaz
Órgão julgador
Sexta Turma
Data do julgamento
28/05/2019
Data de publicação
05/06/2019

STJ – Acórdão, Rel. Ministra Laurita Vaz, Sexta Turma, j. 28/05/2019, p. 05/06/2019

Ementa

AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. EXECUÇÃO PROVISÓRIA DAS PENAS RESTRITIVAS DE DIREITOS. DETERMINAÇÃO PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. IMPOSSIBILIDADE. APONTADA NEGATIVA DE VIGÊNCIA AO ART. 147 DA LEI N.° 7.210/1.984. PERTINÊNCIA. PRECEDENTES DA TERCEIRA SEÇÃO. RECLAMO MINISTERIAL. ENTENDIMENTO DIVERSO PELO PRETÓRIO EXCELSO. CLÁUSULA DE RESERVA DE PLENÁRIO E PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE. RECURSO DESPROVIDO. 1. Segundo atual e ainda vigente entendimento sufragado pela Terceira Seção desta Corte, assentado no EREsp n.º 1.619.087/SC, e conquanto a existência de decisões monocráticas ou de órgãos fracionários proferidas pelo Pretório Excelso, via controle difuso de constitucionalidade, em sentido contrário, e ressalvado o entendimento desta própria relatoria sobre a conclusão majoritária externada pelo referido Colegiado, permanece hígida a eficácia normativa do art. 147 da Lei n.º 7.210/1.984, que, até então, não pode deixar de ser aplicado, sob pena de malferimento à cláusula de reserva. 2. Na espécie, o Tribunal regional reputou que, segundo recentes julgados proferidos pela Suprema Corte, pelo controle incidental de constitucionalidade, a execução provisória das penas restritivas de direitos, impingidas ao Condenado, não viola o princípio da presunção de inocência, gradualmente mitigada e esvaída após larga instrução processual e exauriente cognição pelos dois graus de jurisdição ordinária. Tal exegese, todavia - e não obstante a ausência de efeito suspensivo do recurso especial -, até o presente momento, não está albergada em posicionamento sólido firmado pela Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça, tampouco pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, motivo pelo qual a suspensão da execução provisória das sanções alternativas impostas ao Apenado, objeto de insurgência ministerial, é medida de rigor. 3. Agravo regimental desprovido. (AgRg no REsp n. 1.782.224/RS, relatora Ministra Laurita Vaz, Sexta Turma, julgado em 28/5/2019, DJe de 5/6/2019.)
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