- Relator(a)
- Ministro Humberto Martins
- Órgão julgador
- Terceira Turma
- Data do julgamento
- 25/05/2026
- Data de publicação
- 28/05/2026
STJ – Acórdão, Rel. Ministro Humberto Martins, Terceira Turma, j. 25/05/2026, p. 28/05/2026
CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. CONTRATO DE TERCEIRIZAÇÃO. CONDOMÍNIO EDILÍCIO. APLICABILIDADE DO CDC. TEORIA FINALISTA MITIGADA. VULNERABILIDADE NÃO DEMONSTRADA. SÚMULA N. 83/STJ. REPASSE DE VERBAS RESCISÓRIAS. ABUSIVIDADE. REEXAME DE PROVAS E DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. SÚMULAS N. 5 E 7/STJ.1. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça admite a aplicação da teoria finalista mitigada para a incidência do Código de Defesa do Consumidor a pessoas jurídicas ou entes despersonalizados, desde que demonstrada a vulnerabilidade técnica, jurídica ou econômica no caso concreto.2. O Tribunal de origem, soberano na análise do acervo fático-probatório, concluiu que o condomínio não logrou demonstrar hipossuficiência, tratando-se a controvérsia de mera alocação estratégica de custos integrando a precificação do ajuste.Incidência da Súmula n. 83/STJ.3. A alteração das conclusões da instância ordinária para reconhecer a abusividade da cláusula de repasse de verbas rescisórias ou a ocorrência de excesso de poder da síndica demandaria o reexame de cláusulas contratuais e o revolvimento do conjunto fático-probatório, procedimentos vedados em sede de recurso especial, nos termos das Súmulas n. 5 e 7/STJ.4. A discussão legal sobre a validade da cláusula à luz da boa-fé objetiva e da função social do contrato somente teria lugar se a premissa fática estabelecida na origem - de que o ajuste foi firmado dentro da autonomia gerencial e sem desvantagem exagerada - fosse desconsiderada.Agravo interno improvido.
Consultar o inteiro teor no site do STJ ↗Pesquise jurisprudência como esta
Busque em dezenas de tribunais brasileiros, com busca inteligente por IA e comparação de precedentes.