- Relator(a)
- Alexandre de Souza Agra Belmonte
- Órgão julgador
- 8ª Turma
- Data do julgamento
- 10/08/2022
- Data de publicação
- 16/08/2022
TST – Recurso de Revista 0010744-98.2018.5.15.0125, Rel. Alexandre de Souza Agra Belmonte, 8ª Turma, j. 10/08/2022, p. 16/08/2022
EMENTA: RECURSO DE REVISTA. AÇÃO AJUIZADA NA VIGÊNCIA DA LEI Nº 13.467/2017. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS DE SUCUMBÊNCIA. ENTE PÚBLICO NO POLO PASSIVO. PERCENTUAL ARBITRADO. TRANSCENDÊNCIA JURÍDICA RECONHECIDA. A controvérsia se refere à condenação do ente público reclamado ao pagamento de honorários advocatícios sucumbenciais com percentual arbitrado pelo Juízo de piso com fundamento no artigo 791-A da CLT. A reclamação trabalhista foi ajuizada após a vigência da Lei 13.467/2017, o que enseja a aplicação do artigo 6º da IN 41/18 do c. TST, que assim determina: "Art. 6º Na Justiça do Trabalho, a condenação em honorários advocatícios sucumbenciais, prevista no art. 791-A, e parágrafos, da CLT, será aplicável apenas às ações propostas após 11 de novembro de 2017 (Lei nº 13.467/2017). Nas ações propostas anteriormente, subsistem as diretrizes do art. 14 da Lei nº 5.584/1970 e das Súmulas nos 219 e 329 do TST" . Desse modo, a regra a ser aplicada é a prevista no artigo 791-A e parágrafos da CLT, que acrescentaram regulamento específico no que tange à condenação em honorários de sucumbência na Justiça do Trabalho, inclusive nas ações em face da Fazenda Pública, com a fixação de percentuais de 5% a 15%. Torna-se inaplicável, pois, o contido no item VI da Súmula 219 do c. TST, e, por consequência, o disposto no art. 85, § 3º, do CPC, uma vez que tais situações incidem tão-somente aos casos em que a ação trabalhista foi ajuizada antes da entrada em vigor da Lei nº 13.467/2017, o que não é o caso dos autos. Precedentes. Recurso de revista não conhecido. (Tribunal Superior do Trabalho (8ª Turma). Acórdão: 0010744-98.2018.5.15.0125. Relator(a): ALEXANDRE DE SOUZA AGRA BELMONTE. Data de julgamento: 10/08/2022. Juntado aos autos em 16/08/2022.)
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