- Relator(a)
- Morgana de Almeida Richa
- Órgão julgador
- 5ª Turma
- Data do julgamento
- 05/04/2023
- Data de publicação
- 20/04/2023
TST – Agravo em Agravo de Instrumento em Recurso de Revista 0011365-54.2016.5.18.0005, Rel. Morgana de Almeida Richa, 5ª Turma, j. 05/04/2023, p. 20/04/2023
EMENTA: AGRAVO EM AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA. ACÓRDÃO REGIONAL PUBLICADO NA VIGÊNCIA DA LEI Nº 13.467/2017. PROCESSO REDISTRIBUÍDO POR SUCESSÃO. TERCEIRIZAÇÃO. ATIVIDADE-FIM E ATIVIDADE-MEIO. SERVIÇOS DE ENERGIA ELÉTRICA. LICITUDE. 1. A alegação de coisa julgada, a respeito da terceirização promovida pela reclamada CELG, que teria sido formada em ação civil pública, constitui inovação recursal, porque apresentada somente na minuta de agravo. 2. O Supremo Tribunal Federal, na ADC nº 26, ajuizada pela Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica, declarou a constitucionalidade do art. 25, § 1º, da Lei nº 8.987/95, que autoriza as concessionárias de serviço público a contratar com terceiros o desenvolvimento de atividades inerentes, acessórias ou complementares ao serviço. 3. Na ocasião, destacou-se que "a jurisprudência recente deste Supremo Tribunal orientou-se no sentido de reconhecer a constitucionalidade do instituto da terceirização em qualquer área da atividade econômica", conforme decidido anteriormente na ADPF nº 324 e RE nº 958.252/MG (Tema 725) e no ARE nº 791.932 RG (Tema 739). 4. No caso, inexiste elemento fático que implique "distinguishing" em relação ao decidido pelo STF, razão pela qual impossível o reconhecimento do vínculo de emprego e a responsabilidade solidária da tomadora de serviços. 5. Quanto à isonomia salarial, o STF, no julgamento do RE nº 635.546/MG RG (Tema 383), assentou a tese de que "a equiparação de remuneração entre empregados da empresa tomadora de serviços e empregados da empresa contratada (terceirizada) fere o princípio da livre iniciativa, por se tratarem de agentes econômicos distintos, que não podem estar sujeitos a decisões empresariais que não são suas". 6. Reconhecida a licitude da relação triangular, inaplicável a compreensão da OJ 383 da SBDI-1/TST. Agravo conhecido e desprovido. (Tribunal Superior do Trabalho (5ª Turma). Acórdão: 0011365-54.2016.5.18.0005. Relator(a): MORGANA DE ALMEIDA RICHA. Data de julgamento: 05/04/2023. Juntado aos autos em 20/04/2023.)
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