Como funciona a contagem
Pela tese, o termo inicial da licença-maternidade e do salário-maternidade, nos casos de internação pós-parto superior a duas semanas, é a alta hospitalar da mãe ou do bebê, prevalecendo a que acontecer por último. Além disso, ambos os benefícios são prorrogados por período igual ao da internação.
O fundamento é que o período de hospitalização não pode consumir o tempo destinado à convivência entre mãe e filho: reduzir a licença de modo irrazoável conflitaria com o direito social de proteção à maternidade e à infância.
Alcance e limites da tese
A regra especial vale para internações pós-parto que ultrapassem duas semanas. Internações mais curtas não foram alcançadas pela tese, de modo que, nesses casos, aplica-se a contagem ordinária dos benefícios.
A prorrogação atinge tanto a licença-maternidade quanto o salário-maternidade, preservando a correspondência entre o afastamento e o pagamento do benefício durante todo o período estendido.
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