- Relator(a)
- Ministro Otávio de Almeida Toledo
- Órgão julgador
- Sexta Turma
- Data do julgamento
- 03/09/2025
- Data de publicação
- 08/09/2025
STJ – Acórdão, Rel. Ministro Otávio de Almeida Toledo, Sexta Turma, j. 03/09/2025, p. 08/09/2025
DIREITO PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL. RECONHECIMENTO FOTOGRÁFICO E CONFISSÃO INFORMAL. NULIDADES NÃO CONFIGURADAS. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. I. Caso em exame 1. Agravo regimental interposto contra decisão que denegou a ordem de habeas corpus, mantendo a condenação do paciente pelos crimes de furto e roubo, com pena de 10 (dez) anos e 4 (quatro) meses de reclusão, em regime inicial fechado. II. Questão em discussão 2. A questão em discussão consiste em saber se houve nulidade no reconhecimento fotográfico e na confissão informal atribuída ao réu, alegando-se violação ao art. 226 do CPP e à Resolução n. 484/2022 do CNJ. 3. A Defesa sustenta que o reconhecimento foi realizado de forma irregular, sem formação de linha com pessoas de características semelhantes e sem registro audiovisual, além de alegar que a confissão informal foi colhida sem a presença de defensor. III. Razões de decidir 4. O Tribunal de origem afastou a nulidade do reconhecimento fotográfico, destacando que este foi corroborado por outros elementos probatórios, como declarações das vítimas e imagens de câmeras de segurança. 5. A confissão informal não foi utilizada como fundamento exclusivo da condenação, mas apenas como reforço à linha probatória formada por outras evidências autônomas e lícitas. 6. A jurisprudência reconhece que a informalidade na colheita da confissão não compromete a validade da condenação quando apoiada em conjunto probatório robusto. 7. Não se demonstrou nos autos qualquer prejuízo efetivo decorrente da alegada irregularidade, aplicando-se o princípio do pas de nullité sans grief. 8. As demais alegações defensivas foram devidamente examinadas e afastadas pelas instâncias ordinárias, com base em prova testemunhal consistente e documentos oficiais. IV. Dispositivo e tese 9. Agravo regimental não provido. Tese de julgamento: "1. O reconhecimento fotográfico, quando corroborado por outros elementos probatórios, não configura nulidade. 2. A confissão informal, não sendo fundamento exclusivo da condenação, pode ser considerada válida quando reforçada por outras provas. 3. Não se declara nulidade sem a comprovação de efetivo prejuízo à parte". Dispositivos relevantes citados: CPP, art. 226; Resolução CNJ n. 484/2022. Jurisprudência relevante citada: STJ, AgRg no HC 898557 RJ, Rel. Min. Joel Ilan Paciornik, Quinta Turma, julgado em 20.05.2024; STJ, HC n. 867.782/GO, Rel. Min. Daniela Teixeira, Quinta Turma, julgado em 12.11.2024. (AgRg no HC n. 1.001.132/PE, relator Ministro Otávio de Almeida Toledo (Desembargador Convocado do TJSP), Sexta Turma, julgado em 3/9/2025, DJEN de 8/9/2025.)
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