- Relator(a)
- Ministro Sebastião Reis Júnior
- Órgão julgador
- Sexta Turma
- Data do julgamento
- 07/11/2019
- Data de publicação
- 22/11/2019
STJ – Acórdão, Rel. Ministro Sebastião Reis Júnior, Sexta Turma, j. 07/11/2019, p. 22/11/2019
AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. PENAL. TRÁFICO. 441,09 G DE MACONHA. PEDIDO DA DEFESA DE REEXAME DA DOSIMETRIA. ALEGAÇÃO DE BIS IN IDEM NA PRIMEIRA E TERCEIRA FASES. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE. OUTROS FATOS CONSIDERADOS PARA CONCLUIR POR INTEGRAR ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. PENA-BASE FIXADA ACIMA DO MÍNIMO LEGAL. REGIME INICIAL FECHADO. POSSIBILIDADE. AUSÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. 1. Não há falar em fundamentação inidônea e em bis in idem pela elevação da pena-base e pelo afastamento da causa de diminuição da pena, uma vez que, para afastar o privilégio, o Julgador trouxe, também, fundamentos relacionados ao modus operandi do delito, o que fez o Magistrado entender pelo envolvimento da agravante com o crime organizado. 2. Para fazer jus ao art. 33, § 4º, da Lei de Drogas, não pode existir comprovação de que a agravante integre organização criminosa e, na hipótese dos autos, tendo havido essa confirmação pela instância ordinária, qualquer reexame na via eleita se torna inviável, em razão do conjunto fático-probatório dos autos. 3. Por fim, quanto ao regime inicial de cumprimento da pena, plenamente cabível a fixação do regime inicial fechado, pois a pena definitiva é superior a 4 anos e a pena-base foi fixada acima do mínimo legal (com base no art. 42 da Lei de Drogas e na negativação das circunstâncias e consequências do delito). 4. Agravo regimental improvido. (AgRg no HC n. 537.959/SP, relator Ministro Sebastião Reis Júnior, Sexta Turma, julgado em 7/11/2019, DJe de 22/11/2019.)
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