- Relator(a)
- Ministro Og Fernandes
- Órgão julgador
- Sexta Turma
- Data do julgamento
- 17/06/2026
STJ – Acórdão, Rel. Ministro Og Fernandes, Sexta Turma, j. 17/06/2026
PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. EXTORSÃO. PRISÃO PREVENTIVA. ALEGADA AUSÊNCIA DE INDÍCIOS SUFICIENTES DE AUTORIA. GRAVIDADE CONCRETA DA CONDUTA. RISCO DE REITERAÇÃO DELITIVA. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. MEDIDAS CAUTELARES DIVERSAS INSUFICIENTES. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO.1. A via estreita do habeas corpus não admite dilação probatória ou aprofundado exame do acervo fático-probatório, sendo inviável reavaliar a suficiência dos elementos de autoria e materialidade quando dependente de incursão probatória.2. A prisão preventiva pode ser decretada antes do trânsito em julgado da sentença condenatória desde que estejam presentes os requisitos previstos no art. 312 do CPP.3. Foram constatados elementos concretos capazes de justificar a privação cautelar da liberdade, evidenciada pela atuação estruturada do grupo criminoso, pela cobrança coercitiva de suposta dívida mediante grave ameaça e pela intimidação direta à vítima e seus familiares.4. A atribuição ao agravante da posição de liderança em facção criminosa local reforça o elevado potencial ofensivo da conduta e a capacidade de intimidação do grupo, circunstâncias que justificam a custódia para garantia da ordem pública.5. O risco concreto de reiteração delitiva está demonstrado pelos antecedentes do agravante, que ostenta condenação criminal definitiva e responde a outras ações penais por crimes graves, circunstância que evidencia periculosidade concreta e propensão à prática criminosa.6. A presença de fundamentos concretos para a custódia cautelar afasta a suficiência das medidas cautelares diversas da prisão, por se mostrarem inadequadas para neutralizar o risco à ordem pública.7. Agravo regimental improvido.
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