- Relator(a)
- Alexandre de Souza Agra Belmonte
- Órgão julgador
- 3ª Turma
- Data do julgamento
- 12/08/2021
- Data de publicação
- 13/08/2021
TST – Embargos de Declaração em Recurso de Revista 0102030-78.2017.5.01.0030, Rel. Alexandre de Souza Agra Belmonte, 3ª Turma, j. 12/08/2021, p. 13/08/2021
EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM RECURSO DE REVISTA. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA - ENTE PÚBLICO. O MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO alega que o acórdão embargado padece de omissão a respeito do tema nº 1.118 da tabela de repercussão geral do Supremo Tribunal Federal. Argumenta que este Colegiado deveria aguardar o julgamento do RE 1.298.647 para, somente a partir daí, dizer de quem é o ônus probatório da conduta culposa do administrador público na fiscalização das obrigações trabalhistas da empresa contratada. Assevera que a decisão é obscura, porque reconheceu a culpa do Município, bem como sua responsabilidade subsidiária, baseada em mera ilação decorrente do inadimplemento das verbas trabalhistas. Ao contrário do que afirma o embargante, o acórdão regional não lhe imputou a responsabilidade subsidiária baseado no mero inadimplemento das verbas trabalhistas. Note-se que a decisão da 3ª Turma do TST levou em consideração a premissa fática estampada pelo Tribunal a quo , de que o ente administrativo não produziu prova de que teria fiscalizado as obrigações trabalhistas da empresa contratada, o que resta evidente a partir da leitura do seguinte trecho do acórdão recorrido: "o 2º réu não trouxe aos autos nenhum documento que comprove que fiscalizou o cumprimento das obrigações trabalhistas em favor do autor" . Como se vê, ao insistir na tese de que a sua condenação estaria fundamentada no mero inadimplemento dos encargos trabalhistas, os embargos declaratórios do MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO assumem caráter meramente infringente, que não encontra repercussão nos artigos 897-A da CLT e 1.022 do CPC. Por fim, apesar de o Supremo Tribunal Federal ter reconhecido a repercussão geral da controvérsia relativa ao ônus da prova da conduta culposa do poder público, não há, nos autos do RE 1.298.647, determinação de suspensão de processos em que se discute a matéria. Pelo contrário, em decisão publicada no DJe de 28/4/2021, o ministro Nunes Marques indeferiu o último pedido de sobrestamento manejado pelo ESTADO DO RIO DE JANEIRO e por outras unidades da federação. Embargos de declaração conhecidos e desprovidos. (Tribunal Superior do Trabalho (3ª Turma). Acórdão: 0102030-78.2017.5.01.0030. Relator(a): ALEXANDRE DE SOUZA AGRA BELMONTE. Data de julgamento: 12/08/2021. Juntado aos autos em 13/08/2021.)
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