JurisprudênciaIA

Tribunal Superior do Trabalho

Recurso de Revista 0000282-88.2021.5.12.0019

Relator(a)
Amaury Rodrigues Pinto Junior
Órgão julgador
1ª Turma
Data do julgamento
06/12/2023
Data de publicação
11/12/2023

TST – Recurso de Revista 0000282-88.2021.5.12.0019, Rel. Amaury Rodrigues Pinto Junior, 1ª Turma, j. 06/12/2023, p. 11/12/2023

Ementa

EMENTA: RECURSO DE REVISTA. VIGÊNCIA DA LEI N° 13.467/2017. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. INTERPRETAÇÃO DE NORMA COLETIVA. MATÉRIA ESTRANHA AO TEMA 1.046 DA TABELA DE REPERCUSSÃO GERAL DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. Trata-se de hipótese na qual o e. TRT, interpretando a norma coletiva, condenou a ré ao pagamento do adicional de insalubridade de 40% (quarenta por cento), sob o fundamento de que, “às disposições estabelecidas nas convenções coletivas de trabalho da categoria, sobressalta imperativa a exegese de que as cláusulas convencionais vieram a fixar percentual mínimo, em grau médio para o adicional de insalubridade” e mais, “a previsão no caput da cláusula coletiva abrange genericamente todos os trabalhadores, prevendo o pagamento do adicional de insalubridade em grau médio, sem impedir que haja a constatação de insalubridade em grau superior, por meio de perícia e fundada em previsão da Norma Regulamentadora n.° 15 do Ministério do Trabalho e Previdência (...), tal conclusão se reforça na previsão contida na cláusula nona, parágrafo segundo, vigente até 2020, que prevê expressamente a possibilidade de alteração do percentual e dedução dos valores pagos a mesmo título”. 2. A decisão, nos termos em que proferida, não viola de forma direta e literal o art. 7º, XXVI, da Constituição Federal, tampouco contraria a tese fixada no Tema 1.046 da Tabela de Repercussão Geral do STF. 3. Na verdade, a controvérsia, tal como analisada pela Corte Regional, encontra-se circunscrita à interpretação de norma coletiva, somente questionável mediante a apresentação de tese oposta específica, nos termos do art. 896, “b”, da CLT, o que não foi observado. Recurso de revista não conhecido. PEDIDO SUCESSIVO. BASE DE CÁLCULO DO ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. APLICAÇÃO DA TEORIA DO CONGLOBAMENTO. INDICAÇÃO DE CONTRARIEDADE À SÚMULA VINCULANTE 4 DO STF. Quanto ao pedido sucessivo relativo à base de cálculo do adicional de insalubridade, a parte recorrente não transcreveu o trecho do acórdão recorrido que consubstanciaria o prequestionamento da controvérsia objeto do apelo, deixando de cumprir o pressuposto de admissibilidade recursal previsto no inciso I do § 1º-A do art. 896 da CLT. Recurso de revista não conhecido. (Tribunal Superior do Trabalho (1ª Turma). Acórdão: 0000282-88.2021.5.12.0019. Relator(a): AMAURY RODRIGUES PINTO JUNIOR. Data de julgamento: 06/12/2023. Juntado aos autos em 11/12/2023.)
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