JurisprudênciaIA

Estrangeiro sem condições financeiras precisa pagar taxa para regularizar a situação migratória?

Atualizado em 07/07/2026 · Fundamentado em jurisprudência de STF

Resposta rápida

Não, se comprovar a hipossuficiência. O STF fixou no Tema 988 que o estrangeiro que demonstre não ter condições financeiras, nos termos da legislação de regência, é imune ao pagamento de taxas para registro da regularização migratória. A dispensa depende da comprovação da condição de hipossuficiente.

O alcance da imunidade

A tese reconhece verdadeira imunidade tributária: o migrante hipossuficiente não pode ser cobrado pelas taxas exigidas para o registro de sua regularização no país. A lógica é impedir que a falta de recursos financeiros seja obstáculo ao acesso à documentação regular, situação que perpetuaria a irregularidade justamente dos mais vulneráveis.

A dispensa não é automática nem universal: alcança quem demonstra a condição de hipossuficiente, e a forma dessa demonstração segue a legislação de regência, ou seja, as normas migratórias e regulamentares aplicáveis.

Como funciona na prática

O estrangeiro sem recursos deve requerer a isenção no procedimento de regularização, apresentando a comprovação de hipossuficiência exigida pelas normas administrativas, como declaração de pobreza ou documentos equivalentes. Negada a dispensa na via administrativa, a questão pode ser levada ao Judiciário com apoio direto na tese.

A avaliação da prova da hipossuficiência é casuística, e os tribunais examinam caso a caso se a condição foi adequadamente demonstrada.

O que dizem os tribunais

Tema 988 da Repercussão Geral (STF) · RE 1.018.911

É imune ao pagamento de taxas para registro da regularização migratória o estrangeiro que demonstre sua condição de hipossuficiente, nos termos da legislação de regência.

Decisões recentes sobre o tema

Selecionadas automaticamente na nossa base e atualizadas com frequência.

REFERENDO NA MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 3.756

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EMENTA: REFERENDO NA MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA. EMBAIXADA ISLÂMICA DO PAQUISTÃO. EXECUÇÃO FISCAL CONTRA ESTADO ESTRANGEIRO. IMUNIDADE DE JURISDIÇÃO EXECUTÓRIA. CONVENÇÕES DE VIENA DE 1961 E 1963. MEDIDA CAUTELAR REFERENDADA. (ACO 3756 MC-Ref, Relator(a): CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, julgado em 29-06-2026, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-s/n DIVULG 08-07-2026 PUBLIC 09-07-2026)

AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.594.395

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