Por que o estado não pode legislar sobre isso
A Constituição atribui à União, com exclusividade, a autorização e a fiscalização da produção e do comércio de material bélico (art. 21, VI) e, de forma privativa, a competência para legislar sobre a matéria (art. 22, XXI). Porte de arma de fogo se insere nesse campo.
Quando uma lei estadual afirma, por conta própria, que os vigilantes têm efetiva necessidade de portar arma, ela substitui o juízo que cabe à legislação e aos órgãos federais, e por isso é formalmente inconstitucional.
O que muda para os vigilantes
A decisão não significa que vigilantes não possam portar arma: significa que as condições desse porte são definidas pela legislação federal e pelos órgãos federais competentes, não por leis estaduais.
Na prática, leis estaduais semelhantes, que criam presunção de necessidade de porte para categorias profissionais, tendem a receber o mesmo tratamento, e cada norma é examinada caso a caso pelos tribunais.
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