Súmula 546 do STF
“Cabe a restituição do tributo pago indevidamente, quando reconhecido por decisão, que o contribuinte de jure não recuperou do contribuinte de facto o quantum respectivo.”
Atualizado em 07/07/2026 · Fundamentado em jurisprudência de STF
Depende da prova do não repasse. Pela Súmula 546 do STF, cabe a restituição do tributo pago indevidamente quando ficar reconhecido, por decisão, que o contribuinte de direito não recuperou do contribuinte de fato o valor correspondente. Ou seja, quem pagou o tributo só o recupera se demonstrar que não transferiu o encargo ao consumidor.
Nos tributos indiretos, o contribuinte de direito (quem recolhe ao fisco) costuma embutir o valor no preço, transferindo o encargo econômico ao contribuinte de fato (quem consome). Se o tributo foi repassado, devolver o valor ao contribuinte de direito geraria enriquecimento sem causa, pois ele não suportou o ônus.
Por isso a súmula condiciona a restituição ao reconhecimento, por decisão, de que não houve essa recuperação do valor junto ao contribuinte de fato. A ausência de repasse é o pressuposto central do direito à devolução.
Quem pretende a restituição de tributo indireto pago indevidamente precisa produzir prova de que assumiu o encargo financeiro, sem transferi-lo no preço. Essa demonstração é examinada caso a caso pelos tribunais, e a dificuldade probatória costuma ser o principal obstáculo dessas ações.
A súmula trata da posição do contribuinte de direito; outras situações, como a legitimidade de terceiros para pedir a devolução, dependem das circunstâncias do caso concreto e da legislação aplicável.
“Cabe a restituição do tributo pago indevidamente, quando reconhecido por decisão, que o contribuinte de jure não recuperou do contribuinte de facto o quantum respectivo.”
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