O teto corta a base, não apenas o resultado
A questão prática é o momento em que o teto do art. 37, XI, da Constituição entra na conta. Se ele incidisse só ao final, a pensão seria calculada sobre a remuneração integral do servidor falecido e depois limitada. O entendimento firmado é outro: a parcela que ultrapassa o teto sai da própria base de cálculo da pensão por morte disciplinada pelas regras da EC 41/2003 (art. 40, § 7º, da Constituição).
A justificativa é previdenciária. Excluir o excedente da base garante o equilíbrio atuarial do sistema e a congruência entre o que foi objeto de contribuição e o benefício pago, evitando que a pensão reflita valores que não integram, para fins previdenciários, a remuneração limitada pelo teto.
O que isso significa na prática
Para pensões regidas pela EC 41/2003, o cálculo parte da remuneração ou provento já limitado ao teto do funcionalismo, e sobre essa base incidem os redutores próprios do benefício. Pensionistas de servidores com remuneração acima do teto tendem, por isso, a receber valores menores do que receberiam se o teto fosse aplicado apenas ao resultado final.
A aplicação a cada caso depende do regime jurídico da pensão e da data do óbito, pontos que os tribunais examinam caso a caso.
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