- Relator(a)
- Ministro Raul Araújo
- Órgão julgador
- Quarta Turma
- Data do julgamento
- 15/09/2025
- Data de publicação
- 22/09/2025
STJ – Acórdão, Rel. Ministro Raul Araújo, Quarta Turma, j. 15/09/2025, p. 22/09/2025
AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AÇÃO DE DISSOLUÇÃO DE UNIÃO ESTÁVEL C/C PARTILHA DE BENS. DÍVIDAS CONTRAÍDAS NA CONSTÂNCIA DA UNIÃO ESTÁVEL. PRESUNÇÃO DE BENEFICIO DA UNIDADE FAMILIAR. VEÍCULO FINANCIADO NA CONSTÂNCIA DA UNIÃO ESTÁVEL. PARTILHA. CABIMENTO. REEXAME DE FATOS E PROVAS. ÓBICE DA SÚMULA 7/STJ. AGRAVO NÃO PROVIDO. 1. Nos termos da jurisprudência de ambas as Turmas julgadoras integrantes da Segunda Seção desta Corte Superior "em se tratando de dívida contraída por um dos cônjuges, a regra geral é de que o ônus da prova quanto à ausência de beneficio à família pertence ao meeiro, haja vista a solidariedade do casal." (REsp n. 2.192.618/MG, relator Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, TERCEIRA TURMA, julgado em 30/6/2025, DJEN de 7/7/2025). 2. No caso dos autos, a Corte de origem concluiu que os empréstimos foram adquiridos pela recorrida na constância da união estável, sendo presumido que convertidos em prol da entidade familiar. Além disso, concluiu que o recorrente deixou de indicar bens que teriam ficado em posse da recorrida e que o veículo financiado foi adquirido na constância da união estável, de modo que o valor das parcelas já pagas devem ser igualmente repartidas entre as partes. 3. A modificação do entendimento da Corte de origem, como ora perseguida, demandaria a análise do acervo fático-probatório dos autos, o que é vedado pela Súmula 7 do STJ. 4. Agravo interno a que se nega provimento. (AgInt no AREsp n. 2.903.153/SP, relator Ministro Raul Araújo, Quarta Turma, julgado em 15/9/2025, DJEN de 22/9/2025.)
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