JurisprudênciaIA

Tribunal Superior do Trabalho

Agravo de Instrumento em Recurso de Revista 0000780-91.2012.5.09.0664

Relator(a)
Margareth Rodrigues Costa
Órgão julgador
2ª Turma
Data do julgamento
20/09/2023
Data de publicação
22/09/2023

TST – Agravo de Instrumento em Recurso de Revista 0000780-91.2012.5.09.0664, Rel. Margareth Rodrigues Costa, 2ª Turma, j. 20/09/2023, p. 22/09/2023

Ementa

EMENTA: AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA REGIDO PELA LEI Nº 13.467/2017 - PROCESSO DE EXECUÇÃO - RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA DE ENTE PÚBLICO - DECISÃO TRANSITADA EM JULGADO - INEXISTÊNCIA DE COISA JULGADA INCONSTITUCIONAL - IMPOSSIBILIDADE DE REDISCUSSÃO 1. Não se há de falar em "coisa julgada inconstitucional", já que a decisão judicial se ateve aos limites interpretativos conferidos pelo STF na ADC nº 16 e RE nº 760.931. Vale dizer: em fase de conhecimento, houve análise da questão da responsabilidade subsidiária do ente público sob a ótica da necessidade de comprovar se existiu ou não o ato fiscalizatório e o resultado é que restou comprovada a culpa in vigilando . Verifica-se do título executivo interpretação compatível com o texto constitucional . Isso demonstra que nesta fase recursal, a pretensão das partes recorrentes é apenas a revisão do julgado em torno da referida questão. Ileso o art. 5º, XXXVI, da Constituição Federal. 2. A partir do título executivo, o Tribunal Regional concluiu acertadamente que, após a fase de conhecimento, a decisão sobre a responsabilidade subsidiária imputada ao ente público não pode ser mais modificada em fase de execução, pois houve o seu trânsito em julgado - formou-se a coisa julgada material. Assim, rejeitou a tese de inexigibilidade do título judicial, aplicando os termos do art. 879, § 1º, da CLT: "Na liquidação, não se poderá modificar, ou inovar, a sentença liquidanda nem discutir matéria pertinente à causa principal". 3 . Turma Regional assentou o caso a partir dos ditames legais, não podendo reapreciar a questão principal que é saber se incide ou não responsabilidade subsidiária sobre órgão público. A análise da matéria se deu com base em interpretação de norma infraconstitucional. 4 . Assim, nos moldes do art. 896, § 2º, da CLT e da Súmula nº 266 do TST, não se verifica violação direta e literal de dispositivo constitucional renovado no agravo de instrumento. Agravos de instrumento desprovido. (Tribunal Superior do Trabalho (2ª Turma). Acórdão: 0000780-91.2012.5.09.0664. Relator(a): MARGARETH RODRIGUES COSTA. Data de julgamento: 20/09/2023. Juntado aos autos em 22/09/2023.)
Consultar o inteiro teor no site do TST ↗

Decisões similares

Encontradas por similaridade semântica das ementas.

Agravo de Instrumento em Recurso de Revista 0000243-57.2019.5.07.0001

2ª Turma · Rel. Margareth Rodrigues Costa · j. 09/08/2023

EMENTA: AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA REGIDO PELA LEI Nº 13.467/2017 - PROCESSO DE EXECUÇÃO - RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA DE ENTE PÚBLICO - DECISÃO TRANSITADA EM JULGADO - IMPOSSIBILIDADE DE REDISCUSSÃO 1. O Tribunal Regional asseverou que, após a fase de conhecimento, a decisão sobre a responsabilidade subsidiária imputada ao ente público não pode ser mais modificada em fase de execução, pois, formou-se a coisa julgada material. Assim, rejeitou a tese de inexi…

Agravo de Instrumento em Recurso de Revista 0000956-77.2011.5.09.0673

7ª Turma · Rel. Alexandre de Souza Agra Belmonte · j. 23/11/2022

EMENTA: AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO DE REVISTA. EXECUÇÃO. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA. ENTE PÚBLICO. CULPA IN VIGILANDO . CARACTERIZADA. PRECLUSÃO. AUSÊNCIA DE TRANSCENDÊNCIA . Conforme se extrai dos autos, ficou estabelecida, na fase de conhecimento, a responsabilidade subsidiária do ente público, em razão da não fiscalização do contrato quanto ao cumprimento das obrigações trabalhistas do tomador de serviços. O Tribunal Regional, ao julgar o agravo de petição interposto…

Agravo de Instrumento em Recurso de Revista 0001037-21.2011.5.09.0513

7ª Turma · Rel. Alexandre de Souza Agra Belmonte · j. 23/11/2022

EMENTA: AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO DE REVISTA. EXECUÇÃO. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA. ENTE PÚBLICO. CULPA IN VIGILANDO . CARACTERIZADA. PRECLUSÃO. AUSÊNCIA DE TRANSCENDÊNCIA . Conforme se extrai dos autos, ficou estabelecida, na fase de conhecimento, a responsabilidade subsidiária do ente público, em razão da não fiscalização do contrato quanto ao cumprimento das obrigações trabalhistas do tomador de serviços. O Tribunal Regional, ao julgar o agravo de petição interposto…

Agravo de Instrumento em Recurso de Revista 0000101-03.2019.5.09.0129

7ª Turma · Rel. Alexandre de Souza Agra Belmonte · j. 18/09/2025

EMENTA: AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA. EM FASE DE EXECUÇÃO. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA. INEXIGIBILIDADE DO TÍTULO EXECUTIVO. COISA JULGADA. IMPOSSIBILIDADE DE REDISCUSSÃO. A parte alega a inexigibilidade do título executivo por suposta afronta ao art. 71, § 1º, da Lei nº 8.666/93, declarado constitucional pelo STF, sustentando tratar-se de coisa julgada inconstitucional e invocando a cláusula de reserva de plenário (art. 97 da CF e Súmula Vinculante nº 10 do S…

Agravo de Instrumento em Recurso de Revista 0000394-27.2013.5.07.0003

8ª Turma · Rel. Dora Maria da Costa · j. 22/09/2021

EMENTA: AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA. EXECUÇÃO. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. INEXIGIBILIDADE DO TÍTULO EXECUTIVO JUDICIAL. Constata-se que o segundo executado pretende renovar a discussão acerca de sua responsabilidade subsidiária reconhecida na fase de cognição. Assim, ficou consignado que o forçoso pedido de declaração de inexigibilidade do título traduz pretensão frontalmente contrária ao conteúdo da coisa julgada, já tendo o respon…

Pesquise jurisprudência como esta

Busque em dezenas de tribunais brasileiros, com busca inteligente por IA e comparação de precedentes.