JurisprudênciaIA

Busca e apreensão feita sem mandado físico é válida mesmo com autorização judicial prévia?

Atualizado em 07/07/2026 · Fundamentado em jurisprudência de STJ

Resposta rápida

Não. Conforme precedente do STJ divulgado em informativo, a ausência do mandado físico compromete a legalidade da busca e apreensão mesmo quando existe autorização judicial prévia, tornando ilícitas as provas obtidas. Pelo art. 241 do CPP, quando a diligência não é feita pessoalmente pela autoridade, a expedição do mandado é formalidade essencial.

Por que o mandado é indispensável

O art. 241 do CPP determina que, quando a busca domiciliar não é realizada pessoalmente pela autoridade policial ou judiciária, ela deve ser precedida da expedição de mandado. O STJ entendeu que o documento não é dispensável: é essencial ao adequado cumprimento da diligência determinada pelo juiz.

A decisão judicial que autoriza a busca não substitui o mandado. Sem a sua expedição, falta legitimidade a quem cumpre a determinação, ainda que a investigação prévia tenha justificado a medida, pois o mandado deve especificar, entre outros pontos, o endereço, o motivo e os fins da diligência, conforme o art. 243 do CPP.

Consequências práticas

Descumprida a formalidade, todos os elementos de prova colhidos no ato são inválidos. A defesa pode arguir a ilicitude sempre que a diligência tiver sido executada sem o mandado materializado, mesmo diante de decisão judicial anterior autorizando a busca.

O precedente reforça que a proteção do domicílio depende do cumprimento das formalidades legais, e não apenas da existência de ordem judicial. Os tribunais examinam caso a caso a documentação da diligência para verificar se o mandado foi efetivamente expedido e apresentado.

O que dizem os tribunais

Informativo 847 do STJ

A ausência de mandado físico, ainda que com autorização judicial prévia, compromete a legalidade da busca e apreensão, tornando ilícitas as provas obtidas.

Decisões recentes sobre o tema

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