O que define a legitimidade do cessionário
Nos antigos contratos de participação financeira das telefônicas, o aderente tinha direito a receber ações da companhia. Quando esse contrato é cedido a terceiro, a tese exige verificar o conteúdo da cessão: só quem recebeu, junto com o contrato, o direito à subscrição de ações pode cobrar em juízo a complementação.
A transferência desse direito não precisa ser expressa: pode decorrer implicitamente dos termos do negócio. Mas, se a cessão não abrangeu o direito às ações, o cessionário não tem legitimidade para a ação de complementação.
O que isso significa na prática
Quem adquiriu contrato de participação financeira deve examinar o instrumento de cessão antes de litigar, pois é ele que delimita o que foi efetivamente transferido. A interpretação do contrato é matéria de prova das instâncias ordinárias, como a própria tese ressalva.
Na prática, os tribunais analisam caso a caso a redação e o contexto da cessão para decidir se o direito à subscrição acompanhou o contrato cedido.
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