Por que não há fracionamento vedado
A Constituição proíbe fracionar, repartir ou quebrar o valor de uma execução para que parte do pagamento ocorra por RPV e parte por precatório. O STF entendeu que essa vedação não se aplica quando cada beneficiário de sentença coletiva executa individualmente o próprio crédito.
Isso porque o título judicial coletivo reúne créditos individuais e divisíveis, pertencentes a titulares distintos. Cada execução individual tem valor próprio, e é esse valor, não o montante global da condenação, que define o regime de pagamento.
Consequência prática para o credor
Se o crédito individual do beneficiário fica dentro do teto legal da RPV, o pagamento pode ocorrer por essa via mais célere, sem submissão à fila dos precatórios, ainda que a soma de todos os créditos do grupo seja elevada.
A verificação do enquadramento no limite da RPV considera o crédito de cada exequente e as regras do ente devedor, pontos que os tribunais examinam caso a caso na fase de execução.
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