Súmula 426 do STF
“A falta do termo específico não prejudica o agravo no auto do processo, quando oportuna a interposição por petição ou no têrmo da audiência.”
Atualizado em 07/07/2026 · Fundamentado em jurisprudência de STF
Não. Segundo a Súmula 426 do STF, a ausência do termo específico não prejudica o agravo no auto do processo, desde que a interposição tenha sido oportuna, seja por petição, seja no termo da audiência. O que importa é a manifestação tempestiva da parte, não a formalidade do registro em termo próprio.
O agravo no auto do processo era modalidade recursal do regime processual antigo, interposto contra decisões interlocutórias e apreciado junto com a apelação. A súmula afasta um formalismo: a falta do termo específico lavrado nos autos não invalida o recurso quando a parte o interpôs no momento adequado.
Em outras palavras, o entendimento privilegia a manifestação inequívoca e tempestiva de inconformismo. Se a parte agravou por petição ou registrou a irresignação no termo da audiência dentro da oportunidade legal, a ausência de um termo formal separado não pode ser usada para negar conhecimento ao recurso.
A orientação reflete a prevalência da instrumentalidade das formas sobre exigências meramente burocráticas: o ato processual que atinge sua finalidade não deve ser anulado por vício de forma. Esse princípio segue atual, ainda que o agravo no auto do processo tenha sido substituído por outras figuras recursais nas reformas processuais posteriores.
Como a súmula trata de instituto do regime processual antigo, sua aplicação direta hoje é residual. Os tribunais examinam caso a caso como o princípio subjacente se projeta sobre os recursos atuais, sempre à luz da legislação processual vigente.
“A falta do termo específico não prejudica o agravo no auto do processo, quando oportuna a interposição por petição ou no têrmo da audiência.”
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