Informativo 844 do STJ · HC 878.047
“A medida de segurança imposta em sentença absolutória imprópria não se limita ao tempo máximo da pena abstratamente cominada ao delito, devendo ser mantida enquanto não cessada a periculosidade do agente.”
Atualizado em 07/07/2026 · Fundamentado em jurisprudência de STJ
Sim, pode. Segundo o STJ, a medida de segurança imposta em sentença absolutória imprópria a inimputável não se limita ao tempo máximo da pena abstratamente cominada ao delito: ela é mantida enquanto não cessada a periculosidade do agente, nos termos do art. 97, § 1º, do Código Penal. A Súmula 527 do STJ não se aplica a essa hipótese.
O STJ separa duas situações. Quando a medida de segurança substitui pena privativa de liberdade no curso da execução penal, sua duração fica limitada ao tempo restante da pena imposta na condenação original, conforme o art. 183 da LEP. Quando a medida é imposta diretamente na sentença absolutória imprópria, por inimputabilidade, não há pena a servir de referência.
Nesse segundo cenário, a Súmula 527 do STJ não incide, e vale a regra do art. 97, § 1º, do Código Penal: a medida de segurança é mantida enquanto não averiguada a cessação da periculosidade do agente.
A cessação da periculosidade é condição essencial para a desinternação do paciente inimputável e precisa ser demonstrada de forma inequívoca e segura. Em caso de dúvida, o STJ aplica o princípio do in dubio pro societate, mantendo a medida em favor da segurança pública.
Na prática, o encerramento da medida depende de avaliação individualizada, que os tribunais examinam caso a caso a partir da prova sobre a periculosidade.
“A medida de segurança imposta em sentença absolutória imprópria não se limita ao tempo máximo da pena abstratamente cominada ao delito, devendo ser mantida enquanto não cessada a periculosidade do agente.”
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