Por que a renúncia aos alimentos não fecha a porta
A renúncia à pensão alimentícia no momento da separação reflete a situação econômica daquela época. A súmula reconhece que essa escolha não elimina, para sempre, a possibilidade de dependência econômica em relação ao ex-cônjuge para fins previdenciários.
O ponto central é a necessidade superveniente: se, depois da separação, a mulher passou a depender economicamente e essa necessidade existe quando do óbito, a pensão por morte pode ser concedida mesmo com a renúncia anterior.
O que precisa ser provado
O direito não é automático. Cabe à interessada demonstrar a alteração de sua situação econômica após a renúncia, e os tribunais examinam essa prova caso a caso, considerando renda, condições de sustento e o contexto de cada família.
Sem a comprovação da necessidade econômica superveniente, a renúncia aos alimentos tende a afastar a condição de dependente. Por isso, a organização de provas da dependência é o passo decisivo nesse tipo de pedido.
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