JurisprudênciaIA

Superior Tribunal de Justiça

Acórdão

Relator(a)
Ministro Mauro Campbell Marques
Órgão julgador
Primeira Seção
Data do julgamento
11/09/2013
Data de publicação
20/09/2013

STJ – Acórdão, Rel. Ministro Mauro Campbell Marques, Primeira Seção, j. 11/09/2013, p. 20/09/2013

Ementa

EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. ENERGIA ELÉTRICA. MAJORAÇÃO. CONGELAMENTO. PORTARIAS DNAEE 38, 45 E 153/96. EFEITO CASCATA AFASTADO. SUCUMBÊNCIA RECÍPROCA. 1. Trata-se os autos de embargos de divergência em que o embargante suscita suposto dissídio jurisprudencial entre as Primeira e Segunda Turmas acerca do fato de que, apesar de ambos os acórdãos cuidarem de idêntica questão fática, qual seja, restituição de pagamento a maior feito por aplicação das Portarias do DNAEE 038 e 045/86, restrito ao período de vigência destas, afastando o pedido de reflexo nas tarifas futuras (efeito cascata), o acórdão paradigma decidiu pela aplicação da sucumbência recíproca, enquanto o acórdão embargado imputou ao embargante à totalidade dos ônus da sucumbência. 2. A jurisprudência desta Corte Superior de Justiça é no sentido da ilegalidade das Portarias nºs 38 e 45/86, que majoraram as tarifas de energia elétrica, durante o congelamento de preços, sem que tenha havido contaminação das tarifas após a edição da edição da Portaria nº 153/86, ou seja, inexistindo o chamado "efeito cascata". 3. O acórdão embargado, ao negar provimento ao recurso especial, não divergiu da jurisprudência pacífica do Tribunal quanto ao mérito, salvo no tocante à distribuição dos ônus sucumbenciais. Apesar de ter mantido o acórdão que reconheceu que a autora fazia jus á restituição das diferenças pagas a maior, limitadas ao período de março a novembro de 1986, a Primeira Turma concluiu por aplicar o parágrafo único do art. 21 do CPC, imputando à ora embargante a totalidade dos ônus da sucumbência. Ora, vencida a parte autora, ora embargada, em parte do pedido, uma vez que não foi conhecido o "efeito cascata", justifica-se o rateio proporcional da verba honorária e das custas processuais, nos termos do art. 21, caput, CPC. Precedentes: EREsp 503374/MG, Rel. Ministro CASTRO MEIRA, PRIMEIRA SEÇÃO, julgado em 28/04/2004, DJ 02/08/2004, p. 291; EREsp 223268/SP, Rel. Ministro TEORI ALBINO ZAVASCKI, PRIMEIRA SEÇÃO, julgado em 14/04/2004, DJ 03/05/2004, p. 88. 4. Embargos de divergência providos. (EREsp n. 1.200.645/SP, relator Ministro Mauro Campbell Marques, Primeira Seção, julgado em 11/9/2013, DJe de 20/9/2013.)
Consultar o inteiro teor no site do STJ ↗

Decisões similares

Encontradas por similaridade semântica das ementas.

Acórdão

Segunda Turma · Rel. Ministro Mauro Campbell Marques · j. 21/11/2019

PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO SUBMETIDO AO ENUNCIADO ADMINISTRATIVO 3/STJ. ENERGIA ELÉTRICA. VALORES PAGOS A MAIOR. PORTARIAS DNAEE 38/1986 E 45/1986. REJEIÇÃO DO PEDIDO REFERENTE AOS REFLEXOS DA ILEGALIDADE DESSAS PORTARIAS. SUCUMBÊNCIA RECÍPROCA. CPC/1973, ART. 21. 1. Nos termos da jurisprudência desta Corte, o não acolhimento do pedido referente ao "efeito cascata" das Portarias DNAEE 38/1986 E 45/1986 não implica a imposição da totalidade dos ônus da sucumbência à dema…

Acórdão

Primeira Turma · Rel. Ministro Luiz Fux · j. 21/09/2010

PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL. ART. 105, III, A E C. ENERGIA ELÉTRICA. MAJORAÇÃO DE TARIFA. CONGELAMENTO DE PREÇOS. PORTARIAS DNAEE 38/86 E 45/86. SUCUMBÊNCIA RECÍPROCA (ART. 21, DO CPC) NÃO CARACTERIZADA. AUSÊNCIA DE DECAIMENTO DO PEDIDO DO AUTOR. 1. A sucumbência nos ônus processuais origina-se da ideia de que "o vencedor da causa seja reembolsado pelo vencido de todas as despesas que efetuou, incluindo as taxas, as custas e os honorários advocatícios, estes fixados pe…

Acórdão

Primeira Seção · Rel. Ministra Eliana Calmon · j. 12/06/2013

ADMINISTRATIVO - EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA - TARIFAS - ENERGIA - CONGELAMENTO - PORTARIAS DNAEE 18/1986, 38/1986 E 45/1986 - AUMENTO ILEGAL SOMENTE PARA CONSUMIDORES INDUSTRIAIS - INEXISTÊNCIA DE DIREITO À RESTITUIÇÃO PARA CONSUMIDORES COMERCIAIS. 1. A Primeira Seção desta Corte tem entendimento de que os consumidores comerciais não têm legitimidade para postular a repetição do indébito em relação às Portarias DNAEE de n°s 18/86, 38/86 e 45/86, firmando a posição de que apenas …

Acórdão

Primeira Seção · Rel. Ministro Herman Benjamin · j. 14/09/2011

ADMINISTRATIVO. TARIFAS. ENERGIA. CONGELAMENTO. PORTARIAS DNAEE 18/1986, 38/1986 E 45/1986. AUMENTO ILEGAL SOMENTE PARA CONSUMIDORES INDUSTRIAIS. INEXISTÊNCIA DE DIREITO À RESTITUIÇÃO PARA CONSUMIDORES RESIDENCIAIS, RURAIS, COMERCIAIS E OUTROS. 1. Hipótese em que há divergência entre o acórdão embargado, que reconheceu o direito à restituição de tarifa de energia indevidamente paga nos termos da Portaria DNAEE 38/1986 por consumidor comercial, e os paradigmas, segundo os quai…

Acórdão

Segunda Turma · Rel. Ministro Herman Benjamin · j. 07/02/2013

PROCESSUAL CIVIL. ADMINISTRATIVO. TARIFAS. ENERGIA. CONGELAMENTO. PORTARIAS DNAEE 18/1986, 38/1986 E 45/1986. AUMENTO ILEGAL SOMENTE PARA CONSUMIDORES INDUSTRIAIS. INEXISTÊNCIA DE DIREITO À RESTITUIÇÃO PARA CONSUMIDORES RESIDENCIAIS, RURAIS, COMERCIAIS E OUTROS. ALÍNEA "C". NÃO DEMONSTRAÇÃO DA DIVERGÊNCIA. 1. A divergência jurisprudencial deve ser comprovada, cabendo a quem recorre demonstrar as circunstâncias que identificam ou assemelham os casos confrontados, com indicação…

Pesquise jurisprudência como esta

Busque em dezenas de tribunais brasileiros, com busca inteligente por IA e comparação de precedentes.