- Relator(a)
- Ministro Jorge Mussi
- Órgão julgador
- Terceira Seção
- Data do julgamento
- 12/03/2014
- Data de publicação
- 25/03/2014
STJ – Acórdão, Rel. Ministro Jorge Mussi, Terceira Seção, j. 12/03/2014, p. 25/03/2014
PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO RESCISÓRIA. ART. 485, V, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. VIOLAÇÃO À LITERAL DISPOSITIVO DE LEI. NÃO OCORRÊNCIA. REPRESENTAÇÃO PROCESSUAL. FUNDAÇÃO IBGE. ADVOGADO CONSTITUÍDO. NULIDADE. NÃO OCORRÊNCIA. 1. O escopo da rescisória é expungir do mundo jurídico a coisa julgada quando se verificar os vícios mencionados no art. 485 do CPC e não a prestação de jurisdição já exercida. 2. A jurisprudência assente desta Corte inclina-se no sentido de que a procedência da rescisória, com fundamento no inciso V do art. 485 do CPC, requer a ofensa frontal e direta ao comando jurídico. 3. O art. 11-A da Lei n. 9.028/95, com redação dada pela Medida Provisória n. 1984-15/2000, apenas autoriza a Advocacia-Geral da União a assumir de forma temporária e excepcional a representação judicial de autarquias ou fundações públicas, nas hipóteses de ausência de procurador ou advogado e impedimento dos integrantes do órgão jurídico. 4. A existência de advogado constituído nos autos do processo originário afasta a alegação de nulidade por ausência de representação, motivo pelo qual não há falar em violação literal a artigo de lei, nos termos em que prescrito pelo art. 485, V, do Código de Processo Civil 5. Ação rescisória julgada improcedente. (AR n. 3.048/DF, relator Ministro Jorge Mussi, Terceira Seção, julgado em 12/3/2014, DJe de 25/3/2014.)
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