Informativo 853 do STJ
“A negativa de acesso a informações do livro de portaria de unidade prisional, documento classificado como sigiloso (acesso restrito), não viola o direito líquido e certo do impetrante de obter informações públicas.”
Atualizado em 07/07/2026 · Fundamentado em jurisprudência de STJ
Sim. Em julgado divulgado em informativo de jurisprudência do STJ, entendeu-se que a negativa de acesso a informações do livro de portaria de unidade prisional, documento classificado como sigiloso, não viola direito líquido e certo de obter informações públicas. A publicidade é a regra, mas a Lei de Acesso à Informação admite o sigilo em hipóteses legais, como a proteção da segurança.
A administração pública está vinculada ao princípio da publicidade (art. 37, caput, da Constituição), e a Lei 12.527/2011 reafirma que a divulgação é a regra e o sigilo, a exceção. A própria LAI, porém, prevê três categorias de restrição: sigilo imposto por lei (art. 22), informações pessoais (art. 31) e informações classificadas como sigilosas pelo procedimento formal do art. 23.
Ao classificar informações como sigilosas, o poder público deve observar estritamente os critérios legais, equilibrando a transparência dos atos administrativos com a proteção legítima do segredo informacional.
O livro de portaria registra dados sobre pessoas, rotinas e ocorrências da entrada da unidade prisional, local sensível e estratégico para a segurança do presídio e da população. No caso julgado, a negativa foi fundamentada na presença de dados sigilosos e sensíveis cuja divulgação poderia comprometer a segurança da unidade, das pessoas e da sociedade.
O ponto decisivo é o procedimento: o agente público analisou o pedido, identificou o caráter sigiloso da informação e negou o acesso por decisão fundamentada, nos termos da LAI. Negativas genéricas ou sem motivação continuam questionáveis, e os tribunais examinam caso a caso a regularidade da classificação de sigilo.
“A negativa de acesso a informações do livro de portaria de unidade prisional, documento classificado como sigiloso (acesso restrito), não viola o direito líquido e certo do impetrante de obter informações públicas.”
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j. 06/05/2026
DIREITO PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. INDEFERIMENTO LIMINAR. SÚMULA 691/STF. ACESSO AOS AUTOS DE INVESTIGAÇÃO. SIGILO. SÚMULA VINCULANTE 14/STF. AUSÊNCIA DE FLAGRANTE ILEGALIDADE. NÃO SUPERAÇÃO DO ÓBICE. RECURSO DESPROVIDO.I. Caso em exame 1. Agravo regimental interposto contra decisão que indeferiu liminarmente habeas corpus impetrado em favor de investigado em procedimento criminal, no qual se alega negativa de acesso aos autos da investigação, mesmo…
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DIREITO PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. MEDIDA CAUTELAR SIGILOSA EM FASE DE INVESTIGAÇÃO. QUEBRA DE SIGILO BANCÁRIO. ACESSO DA VÍTIMA/DESTINATÁRIA DA MEDIDA AOS AUTOS. APLICAÇÃO DA SÚMULA VINCULANTE 14/STF. AGRAVO REGIMENTAL PARCIALMENTE PROVIDO.I. CASO EM EXAME 1. Agravo regimental interposto contra decisão monocrática que negara provimento a recurso ordinário em mandado de segurança, impetrado com o objetivo de obter acesso …
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