O que o STJ decidiu
A Tabela Fowler é um critério técnico usado para medir o grau de perda auditiva, e o INSS costumava negar o auxílio-acidente quando a disacusia ficava abaixo do patamar mínimo da tabela. O STJ afastou esse automatismo: o que define o direito ao benefício é a existência de nexo causal com o trabalho e a efetiva redução da capacidade laborativa.
Em outras palavras, a tabela não substitui a análise concreta do caso. Uma perda auditiva de grau reduzido pode, ainda assim, comprometer a capacidade de trabalho do segurado, e é essa repercussão funcional que importa.
O que isso significa na prática
O segurado precisa comprovar dois pontos: que a perda auditiva decorre das condições de trabalho (nexo de causalidade) e que ela reduz sua capacidade para a atividade habitualmente exercida. Essa prova normalmente passa por perícia médica, e os tribunais examinam caso a caso.
A tese impede a negativa fundada apenas no enquadramento na Tabela Fowler, mas não dispensa a demonstração da redução da capacidade: sem esse requisito, o benefício continua indevido.
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