O alcance da tese
Com a incorporação da Telesc pela Brasil Telecom, discutia-se quem deveria figurar no polo passivo das ações movidas por credores da companhia incorporada. O STJ definiu que a sucessão empresarial atribui à Brasil Telecom a legitimidade para responder pelos atos praticados pela Telesc.
O recorte da tese está no título do credor: ela alcança os credores cujo título não tiver sido constituído até o ato de incorporação, independentemente de a obrigação em si ser anterior. Ou seja, mesmo obrigações antigas podem ser cobradas da sucessora quando o título só se formou depois da incorporação.
O que isso significa na prática
Na prática, quem litiga sobre obrigações originadas na Telesc, como é comum em demandas de contratos de participação financeira em telefonia, pode direcionar a ação contra a Brasil Telecom quando o título se constituiu após a incorporação. A tese resolve a questão da legitimidade passiva, não o mérito de cada cobrança.
A existência e a extensão do crédito continuam dependendo da prova e do exame do caso concreto; o repetitivo apenas impede que a sucessora se exima da ação alegando que o ato foi praticado pela incorporada.
Pesquise a jurisprudência completa
Busque decisões sobre este e outros temas em dezenas de tribunais brasileiros.
Pesquisar jurisprudência