O alcance da cessação de competência
O enunciado trata das comarcas em que, na ausência de órgão da Justiça do Trabalho, o juiz de direito exercia jurisdição trabalhista. Uma vez instalada a Junta de Conciliação e Julgamento na localidade, essa competência residual desaparece por completo.
O ponto mais relevante da súmula é a extensão da regra à fase de execução: mesmo as sentenças trabalhistas já proferidas pelo juiz de direito passam a ser executadas pelo órgão trabalhista, e não pelo juízo estadual que as prolatou.
O que isso significa na prática
A súmula foi editada na vigência das antigas Juntas de Conciliação e Julgamento, hoje substituídas pelas Varas do Trabalho, mas a lógica é a mesma: criado e instalado o órgão da Justiça do Trabalho, os processos trabalhistas em trâmite na Justiça comum devem ser a ele remetidos.
Questões de transição, como atos já praticados e remessa dos autos, são resolvidas caso a caso pelos tribunais. As decisões recentes listadas abaixo mostram como o entendimento vem sendo aplicado.
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