Súmula 368 do STJ
“Compete à Justiça comum estadual processar e julgar os pedidos de retificação de dados cadastrais da Justiça Eleitoral. (PRIMEIRA SEÇÃO, julgado em 26/11/2008, DJe 03/12/2008)”
Atualizado em 07/07/2026 · Fundamentado em jurisprudência de STJ
A Justiça comum estadual. A Súmula 368 do STJ fixou que compete à Justiça comum estadual processar e julgar os pedidos de retificação de dados cadastrais da Justiça Eleitoral. Ou seja, mesmo tratando de cadastro eleitoral, a demanda não corre perante a Justiça Eleitoral nem perante a Justiça Federal, e sim no juízo estadual.
O enunciado resolve um conflito frequente: quando alguém pede a correção de dados do seu cadastro eleitoral (nome, filiação, informações pessoais registradas), poderia parecer natural que a causa fosse julgada pela Justiça Eleitoral, já que o cadastro é dela. A súmula, porém, define que a competência é da Justiça comum estadual.
A lógica é que a retificação de dados cadastrais é matéria de natureza civil, ligada ao registro e à identificação da pessoa, e não uma disputa propriamente eleitoral (como registro de candidatura, votação ou propaganda). Por isso, a causa não atrai a competência especializada.
Quem precisa corrigir informação constante do cadastro eleitoral deve ajuizar o pedido perante a Justiça comum do seu estado, e não na zona eleitoral ou na Justiça Federal. Ajuizar no juízo errado tende a gerar declinação de competência e atraso no processo.
A definição do juízo competente, contudo, pode variar conforme o pedido formulado em cada caso, e os tribunais examinam caso a caso se a controvérsia é realmente apenas cadastral. As decisões recentes listadas abaixo mostram como o entendimento vem sendo aplicado.
“Compete à Justiça comum estadual processar e julgar os pedidos de retificação de dados cadastrais da Justiça Eleitoral. (PRIMEIRA SEÇÃO, julgado em 26/11/2008, DJe 03/12/2008)”
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