Súmula 370 do STJ
“Caracteriza dano moral a apresentação antecipada de cheque pré-datado. (SEGUNDA SEÇÃO, julgado em 16/02/2009, DJe 25/02/2009)”
Atualizado em 07/07/2026 · Fundamentado em jurisprudência de STJ
Sim. A Súmula 370 do STJ estabelece que a apresentação antecipada de cheque pré-datado caracteriza dano moral. Quem deposita o cheque antes da data combinada descumpre o acordo feito com o emitente e responde pela indenização, independentemente de o título ser, pela lei, uma ordem de pagamento à vista.
O cheque é, por definição legal, uma ordem de pagamento à vista, mas a prática de pós-datar (o chamado cheque pré-datado) cria um acordo entre as partes sobre a data de apresentação. A súmula reconhece que quem deposita o título antes do combinado quebra esse ajuste e frustra a confiança do emitente.
A consequência típica da apresentação antecipada é a devolução do cheque por falta de fundos, já que o emitente contava com prazo para provisionar a conta. Esse cenário pode gerar restrições de crédito e abalo à reputação, e a súmula considera que o próprio descumprimento do acordo já caracteriza o dano moral.
O enunciado trata da caracterização do dano moral, ou seja, da existência do dever de indenizar. O valor da indenização, por outro lado, não é fixado pela súmula: os tribunais o arbitram caso a caso, considerando as circunstâncias concretas, como a extensão do abalo e a conduta das partes.
Na prática, quem recebeu um cheque pré-datado e o depositou antes da data ajustada assume o risco de responder por danos morais. Já o emitente que sofreu a apresentação antecipada precisa comprovar o acordo quanto à data, o que costuma ser feito pela própria anotação no título ou por outros elementos de prova.
“Caracteriza dano moral a apresentação antecipada de cheque pré-datado. (SEGUNDA SEÇÃO, julgado em 16/02/2009, DJe 25/02/2009)”
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