O alcance da tese
Os embargos de declaração servem para sanar omissão, contradição ou obscuridade da decisão, não para reabrir o debate sobre o mérito. A tese identifica um cenário em que o caráter protelatório fica caracterizado: quando a decisão embargada já aplicou entendimento consolidado em súmula do STJ ou do STF, ou em precedente julgado pelos ritos dos recursos repetitivos e da repercussão geral.
Nessas hipóteses, insistir na rediscussão da matéria por meio de embargos não tem chance real de alterar o resultado, e o recurso passa a funcionar apenas como instrumento de atraso do processo.
O que isso significa na prática
Reconhecido o caráter protelatório, abre-se caminho para as sanções processuais previstas em lei para os embargos com essa finalidade. A parte que pretende questionar entendimento sumulado ou repetitivo deve buscar a via recursal adequada, demonstrando eventual distinção do caso, em vez de reiterar embargos de declaração.
A aplicação concreta da tese depende de o tribunal verificar que a decisão de origem realmente seguiu a súmula ou o precedente qualificado, exame que é feito caso a caso.
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