Súmula 390 do STF
“A exibição judicial de livros comerciais pode ser requerida como medida preventiva.”
Atualizado em 07/07/2026 · Fundamentado em jurisprudência de STF
Sim. A Súmula 390 do STF admite que a exibição judicial de livros comerciais seja requerida como medida preventiva, ou seja, antes do ajuizamento da ação principal. O interessado pode pedir ao juiz acesso à escrituração da empresa para conhecer fatos e reunir elementos que fundamentem uma futura demanda.
Os livros comerciais registram a vida financeira da empresa e muitas vezes contêm as informações necessárias para que sócios, contratantes ou outros interessados avaliem se têm direito a reclamar em juízo. A súmula reconhece que esse acesso pode ser buscado de forma preparatória, sem que já exista ação principal em curso.
A exibição preventiva serve justamente para evitar demandas às cegas: primeiro se conhecem os registros, depois se decide se e como litigar.
O enunciado garante o cabimento da medida preventiva, mas não dispensa os requisitos que o juiz avalia no caso concreto, como o interesse legítimo do requerente e a delimitação do que se pretende examinar. Os tribunais analisam caso a caso a extensão da exibição, que em regra não se converte em devassa indiscriminada da contabilidade alheia.
Para quem cogita disputa societária ou contratual com uma empresa, o pedido de exibição prévia dos livros pode ser um passo estratégico para documentar os fatos antes da ação principal.
“A exibição judicial de livros comerciais pode ser requerida como medida preventiva.”
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