O alcance da proteção ao comprador
O cenário típico é o da construtora que hipoteca o empreendimento ao banco para financiar a obra e depois vende as unidades aos consumidores. Se a construtora não paga o financiamento, o banco tenta executar a hipoteca sobre os imóveis já vendidos. A súmula fecha essa porta: a garantia não é oponível aos adquirentes.
A proteção vale tanto para a hipoteca constituída antes da promessa de compra e venda quanto para a constituída depois. O momento da garantia é irrelevante: em nenhuma das hipóteses ela alcança quem adquiriu a unidade.
O que isso significa na prática
Para o comprador, a súmula é um escudo contra a execução da hipoteca da construtora, especialmente quando ele já pagou ou vem pagando regularmente o preço da unidade. O risco do inadimplemento da construtora perante o banco não pode ser transferido ao consumidor.
A discussão concreta ainda passa pela prova da condição de adquirente e das circunstâncias do negócio, que os tribunais examinam caso a caso. Mas a diretriz consolidada é clara no sentido da ineficácia da garantia perante o comprador.
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