Seletividade: essencial não pode pagar mais
A seletividade é a técnica que gradua o imposto conforme a essencialidade do bem: quanto mais essencial, menor deve ser a carga. Se o legislador estadual escolhe aplicá-la ao ICMS, fica vinculado à sua lógica e não pode inverter o critério, tributando itens essenciais mais pesadamente que os demais.
Energia elétrica e serviços de telecomunicação são reconhecidos na tese como essenciais. Por isso, alíquotas sobre essas operações em patamar superior ao das operações em geral discrepam do modelo constitucional.
O que isso significa na prática
Consumidores e empresas em estados que cobravam ICMS majorado sobre energia e telecom podem discutir a redução da alíquota ao patamar geral e a recuperação de valores pagos a maior, observados os prazos e os efeitos temporais definidos para a tese, que os tribunais examinam caso a caso.
A tese pressupõe que o estado tenha adotado a seletividade em sua legislação. A análise concreta passa por comparar a alíquota da energia ou da telecomunicação com a alíquota geral vigente no respectivo estado.
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