Resposta rápida
Depende. Segundo a Súmula 730 do STF, a imunidade tributária das instituições de assistência social sem fins lucrativos (art. 150, VI, c, da Constituição) só alcança as entidades fechadas de previdência privada quando não houver contribuição dos beneficiários. Se os participantes contribuem para o plano, a imunidade não se aplica.
O critério da contribuição dos beneficiários
A Constituição imuniza as instituições de assistência social sem fins lucrativos. A discussão era se os fundos de pensão, entidades fechadas de previdência complementar, poderiam se enquadrar nesse conceito. O STF fixou um critério objetivo: só há assistência social, para fins de imunidade, quando o benefício é custeado sem contribuição dos próprios beneficiários.
Quando o participante contribui para formar sua reserva, a entidade atua em lógica previdenciária contributiva, e não assistencial. Nesse cenário, ela se sujeita à tributação normal, ainda que não tenha fins lucrativos.
Como o entendimento se aplica
Na prática, fundos de pensão custeados exclusivamente pela patrocinadora podem, em regra, invocar a imunidade, enquanto planos com contribuição dos participantes ficam fora da proteção constitucional. A verificação de quem efetivamente custeia o plano, e em quais períodos, é feita caso a caso pelos tribunais, com base na prova da estrutura de custeio de cada entidade.
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