Por que a isenção não alcança quem trabalha
A lei isenta os proventos de aposentadoria ou reforma percebidos por portadores das doenças graves que enumera. Segundo o STJ, a redação legal se refere apenas a proventos, e não aos rendimentos do trabalho em geral: quem ainda está na ativa recebe salário ou remuneração, categoria não abrangida pela norma.
O fundamento central é o art. 111, II, do Código Tributário Nacional, que impõe interpretação literal às normas de isenção. Por mais que a extensão do benefício pudesse parecer socialmente justa, o STJ entendeu que ampliar a isenção é papel do Poder Legislativo, não do Judiciário.
O que muda para o contribuinte com doença grave
Enquanto permanecer trabalhando, o portador de moléstia grave recolhe imposto de renda normalmente sobre os rendimentos da atividade. A isenção só passa a incidir sobre os proventos quando houver aposentadoria ou reforma, preenchidos os requisitos legais.
Vale lembrar que a lista de doenças e a comprovação da moléstia continuam sendo examinadas caso a caso. A tese repetitiva vincula os demais tribunais quanto à impossibilidade de estender a isenção a quem está em atividade.
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