Por que a lei estadual é válida
A discussão girava em torno da repartição de competências: caberia ao estado legislar sobre tempo de espera em filas ou isso invadiria competência da União? O STF concluiu que a lei estadual examinada, com limite de tempo proporcional e razoável, não viola as regras constitucionais de repartição de competências.
O entendimento valida não apenas a fixação do limite de tempo em si, mas também a previsão de sanções progressivas para o estabelecimento que descumprir a regra, o que dá efetividade à norma.
Limites do entendimento
A validação não é incondicional: o próprio julgado exige que o limite de tempo seja proporcional e razoável. Uma lei estadual com prazo manifestamente desarrazoado poderia ser questionada sob esse fundamento, e os tribunais examinam a razoabilidade caso a caso.
Na prática, o consumidor que enfrenta espera excessiva em bancos, cartórios e outros estabelecimentos pode invocar a lei estadual aplicável, e o fornecedor não consegue afastá-la com o argumento genérico de inconstitucionalidade formal.
Pesquise a jurisprudência completa
Busque decisões sobre este e outros temas em dezenas de tribunais brasileiros.
Pesquisar jurisprudência