Súmula 285 do STJ
“Nos contratos bancários posteriores ao Código de Defesa do Consumidor incide a multa moratória nele prevista. (SEGUNDA SEÇÃO, julgado em 28/04/2004, DJ 13/05/2004, p. 201)”
Atualizado em 07/07/2026 · Fundamentado em jurisprudência de STJ
Nos contratos bancários firmados depois da entrada em vigor do Código de Defesa do Consumidor, aplica-se a multa moratória prevista no próprio CDC, conforme a Súmula 285 do STJ. Na prática, isso significa que a multa por atraso segue o limite fixado na legislação consumerista, e não percentuais superiores eventualmente previstos em contrato.
A Súmula 285 do STJ firmou que os contratos bancários celebrados após o Código de Defesa do Consumidor se submetem à multa moratória nele prevista. O enunciado reconhece, portanto, que a relação entre banco e cliente é alcançada pela disciplina consumerista no ponto relativo à penalidade por atraso.
O critério decisivo é temporal: a súmula fala em contratos posteriores ao CDC. Para contratos anteriores, a incidência do limite consumerista não decorre automaticamente do enunciado e depende da análise de cada caso.
Se o contrato bancário posterior ao CDC prevê multa de mora acima do patamar da lei consumerista, o excesso pode ser afastado judicialmente, com recálculo do débito. A multa moratória, vale lembrar, não se confunde com juros de mora nem com juros remuneratórios, que seguem regras próprias.
Em revisões de contrato e embargos à execução, a súmula é frequentemente invocada para reduzir o valor cobrado. Os tribunais examinam caso a caso a data do contrato e os encargos efetivamente pactuados.
“Nos contratos bancários posteriores ao Código de Defesa do Consumidor incide a multa moratória nele prevista. (SEGUNDA SEÇÃO, julgado em 28/04/2004, DJ 13/05/2004, p. 201)”
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j. 01/06/2026
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