O fundamento da extensão
A tese parte do artigo 227 da Constituição, que assegura à criança proteção integral com absoluta prioridade, e do princípio da paternidade responsável. Como a licença existe primordialmente para garantir os cuidados com o recém-nascido, negar o benefício ao pai que exerce sozinho a parentalidade deixaria a criança desprotegida justamente na fase em que mais precisa de atenção.
A tese menciona expressamente o artigo 7º, XVIII, da Constituição e o artigo 207 da Lei 8.112/1990, que rege os servidores públicos federais. Foi nesse contexto normativo que o STF reconheceu a extensão da licença ao pai monoparental.
O que isso significa na prática
O pai que é o único genitor responsável pela criança desde o nascimento pode requerer a licença nos moldes da licença maternidade, e não apenas a licença paternidade, de duração muito menor. A condição de monoparentalidade precisa ser demonstrada em cada caso.
A aplicação a outros regimes jurídicos e a situações particulares, como diferentes arranjos familiares, depende do caso concreto, e os tribunais examinam essas circunstâncias individualmente. As decisões recentes listadas abaixo mostram como o entendimento vem sendo aplicado.
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