O limite territorial da cobertura
O art. 10 da Lei 9.656/98 obriga as operadoras à cobertura assistencial de partos e tratamentos realizados exclusivamente no Brasil. Já o art. 16, X, da mesma lei exige que o contrato indique com clareza a área geográfica de abrangência, que, segundo a regulamentação da ANS, pode ser nacional, estadual, de grupo de estados, municipal ou de grupo de municípios.
Da interpretação conjunta dessas normas, o STJ concluiu que a obrigação da operadora de garantir as coberturas contratadas se limita ao território nacional. O legislador excluiu expressamente a obrigação de custear tratamentos ou procedimentos no exterior, e a recusa amparada na lei e no contrato não é abusiva.
A exceção contratual e o alcance da decisão
A limitação territorial cede apenas quando o próprio contrato prevê cobertura internacional. Planos com cláusula expressa de abrangência no exterior obrigam a operadora nos termos pactuados, de modo que a primeira providência do beneficiário é examinar o que o contrato estabelece.
A gravidade da doença, como um diagnóstico de câncer, não altera, por si só, o limite geográfico da cobertura. A decisão reafirma orientação anterior da Corte no sentido de que a negativa de reembolso de procedimento internacional tem respaldo legal e contratual.
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