O limite imposto ao poder normativo
O poder normativo permite à Justiça do Trabalho estabelecer condições de trabalho em dissídios coletivos, mas não é ilimitado. A súmula deixa claro que esse poder encontra barreira na jurisprudência do STF: cláusulas que o Supremo já declarou inconstitucionais de forma reiterada (iterativa) não podem ser criadas nem homologadas pelo TST.
O limite vale tanto para o julgamento da ação coletiva quanto para a homologação de acordo firmado dentro dela. Ou seja, nem mesmo o consenso das partes autoriza a chancela judicial de condição de trabalho tida por inconstitucional pelo Supremo.
O que isso significa na prática
Em negociações e dissídios coletivos, é preciso verificar se a cláusula pretendida já foi rechaçada de modo reiterado pelo STF. Se houver jurisprudência iterativa contrária, a tendência é que o TST recuse a criação ou homologação da condição, ainda que haja acordo entre as categorias.
A súmula consta como alterada em sua trajetória, e a aplicação a situações específicas depende do exame caso a caso, especialmente quanto ao que se considera jurisprudência iterativa do Supremo sobre determinada cláusula.
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